Existem 3 fases da ignorância: Não saber que não sabe. Saber que não sabe. Não saber que sabe. Qual a sua?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

O mundo, eu sei, não é esse lá

Esse pode ser o grande começo de um pequeno texto que vai melhorar, foder, piorar, estuprar, alimentar, transformar minha vida, porque bem fundo eu ouço um pedido gemendo aqui dentro de todas essas secas conclusões que quando comecei a me aproximar tive rapidamente medo, um medo de ver que a felicidade em si não há, que nesse sujo e esburacado mundo de representações iludimo-nos dentro de umas e outras enumerações de fúteis e inúteis prioridades.

E chegando perto dessa avassaladora resposta de todas essas filosofias, recuei, por esse meu rosto tão novo e tão limpo, por esse meu corpo tão novo e tão limpo, tão medrosa em encarar toda essa podre verdade indiretamente proporcional à vontade que tenho de viver.

Assim que acontece com todos os começos dos meus textos, e com todos os meus outros começos. Mas basta tocar o telefone para eu achar que isso aqui, e todos os outros, é pura besteira, tanto quanto essa minha inspiração. Ainda com isso, porém, eu ouço aqui dentro esse código, que existe em algumas poucas pessoas, que mostra a morte de todos os aparentes sentidos que teriam de haver.

E aí eu te pergunto, aonde é que fica toda essa minha inocente e delicada arte, dentro da porra da porcaria fétida e nojenta dessa inutilidade de instantaneamente momentâneos prazeres? Porque sendo isso aqui, isso aqui, criatividade, tê-la não é tão sorridente assim. Em qual mínimo pedaço que seja eu coloco, guardo, jogo, tranco essa parte da minha cabeça? É no meio disso que acho egoísta demais desacreditar nesse meu espírito tão desiludido do planeta terra, mas isso já não me preocupa.

O que me preocupa, me ocupa e me culpa, é essa minha fuga de fino, de fininho, a me render, mais um vez, aos meus espectadores olhos, que ao fecharem jogam na minha garganta, e eu tenho que engolir, que esperança é um delírio.

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