Bem queria escrever isso em um poema, mas preciso dolorosamente dele me despedir, e preciso começar logo, largar o vício.
Eu me arrependi e me envergonhei de todos os escritos, os rabiscos e comentários, percebi mais e mais a tolice ganhando vez e tentando bonito falar, poemar.
Numa dose, e só uma, de ilusão, iniciou-se todo esse mundo que culpava os domingos como semente da solidão, e é num choque de realidade, talvez não um só, que vai se acabar e se calar o universo que externava minhas poucas dúzias de sensações.
Guardando mais pra mim, a cor vai parir e aí sim a arte raiará, pois manipulando as mesmas ideias destoei a vivacidade do que ainda não senti.
E tão sozinha afastei até os pensamentos que têm mais o que fazer, um momento que não pede ou exige perdão.
Acho que por um bom tempo, ou mal, o banho dos versos eu não vou mais tomar.
Adeus,
minto e sinto muito.
Suzana Schulhan Lopes
4 comentários:
Q dramática.
Não!
Legal o texto. Boa mentira.
mentirosa
Postar um comentário