Perambulando com os astigmatas olhos
Ansiosos eufóricos pâncreas
Desaforados e arejados pulmões
Tosse o monstro
A fumaça do já terceiro cigarro
aceso agora pelo só charme
Tão impuro
Mas saudável à elegância da paixão
Espelha na cara do monstro
não mais tão apressado
O espelho, até ele, assustado
Com o sono pedinte do prazer de dormir
e ali viver
Pois amar
Faz-se sonho
Bastando, pois, essas feias belezas
só acordadas para sobreviver
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