Foi deitar melhor do que levantou
Como se colocasse o óculos para fazê-lo
Para mais bem ver os sonhos
Melhor sentir o que vem de dentro da fala que não sai do pesadelo
Quando se pede ajuda
No mudo mundo abaixo do pensamento depois de dormir
Do grito que não sai
E a perna que não mexe
E a tensão
Bate o coração
Que desperta a visão
E fragmenta o real
Ir para a cama é quase um ritual
Um pacto ficcional
Com aquilo que viveu, e pensou, e sentiu
Memorando - rememorando
Remoendo
Esfarelando o concreto da representação
E há quem diga não
Aos avisos dessa encenação
psico-virtual
Há quem ache um mal
Quem ache espiritual
Há em quem o coração esquenta
Ou em quem ele esfria
Há quem não ache nada
Há quem ache uma piada
Há quem faça poesia
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