Existem 3 fases da ignorância: Não saber que não sabe. Saber que não sabe. Não saber que sabe. Qual a sua?

terça-feira, 31 de maio de 2011

(acho que) Pensar sobre pensar

Assim como eu
As pessoas
Pensam

A diferença
É que elas
Não pensam
Nem sob
Nem sobre
Isso

Sempre acho
Nunca encontro

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Avaliação parcial - Colonização

História do Brasil
1- Explique o que era a guerra justa:

pedinte de mim mesma
era para explicar uma guerra justa
que se movimentou num percurso da história

que minha
que sua

e me soa
na memória
de uma senhora
que era de si
de uma suzana
que já não é mais

que pensa
e que acha que já deu
mas que não usa a cabeça
e por isso se apegou
e por isso acostumou

e com isso se perdeu
quando percebeu
que nem metade daquilo que sente
ela escreveu

domingo, 22 de maio de 2011

V de Versar

Caso quisesse escrever algo
Na dúvida
Numa dessa
O caderno
Com a caneta
Já estavam ali do meu lado

Deixei ali
Pra não fugir a ideia que viesse
Se viesse
E se não viesse
Dormiríamos juntos
Os três

Pensar eu pensei
Divaguei
Ele me olhando
Ela também

Mas por fim,
ninguém algo fez
Apenas nos observando
Desejando-nos

O triângulo amoroso
vicioso
viçoso
versoso

domingo, 15 de maio de 2011

Como dizer que . . .

... quando olho a vida dos meus gatos sei que é uma vida feliz (mesmo com eles machucados ou com gripe), ou que ali reconheço mais sentidos vitais, e que a música, ou qualquer arte, mais bem combina com a vidinha deles do que com a minha - e já quis quase que por trinta vezes ser um felino - mas que só reconheço amor e dor por ser o monstro ser humano, sem responder se isso vale algo?

domingo, 8 de maio de 2011

Cifrar

Pensou que era para os outros
Era para Si

Com o sustenido Mi
Deu nos pensamentos uma Ré

Quase uma fé
Acreditando no Sol
De um novo ser

Um acorde com Fá
Que lhe acordou

Dava Dó
Do que perdeu de Lá

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Imaioculado

e como os pássaros
(aqueles lá daquele poema)
e como as borboletas

e comendo
eles voando vão
dentro do estômago, alma
cabeça
coração

meus

o casto tempo
que me tento
que se faça honesto impoluto

seus

que indignos de parabéns
que honrosos ao alheamento
que quase um probo esquecimento

deus