Existem 3 fases da ignorância: Não saber que não sabe. Saber que não sabe. Não saber que sabe. Qual a sua?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Canelas inchadas

Mentalmente, refazia o conteúdo material do quarto, e confirmar com os normais olhos, os da frente da face, que o caderno estava, sim, à esquerda, em cima de xerox e livros emprestados, foi-lhe aval, crédito e passagem, como que dizendo que agora só faltava encontrar uma, que nem carecia de ser a, caneta. Naquele instante, nas folhas que num passado não muito distante ocupavam sua matéria mais excitante da faculdade que trancara, cumpriu com sua fisiologia alfabetizada.

O mais cômico, rotineiro também, mas engraçado, notável, era que sempre essa pessoa fazia introduções das introduções do que faria ou falaria, na prática ou na teoria, como que meio se justificandinho para quem ela (pessoa) sabe que não existiria, o/um leitor.

E, portanto, por tantos adendos e justificações, o teor da sua sensibilidade (residente lá no início a começar a achar que talvez, quiçá, quem sabe, o caderno estivesse ali para ela (pessoa) talvez, quiçá, quem sabe, correr, escorrer e discorrer sobre as impressões e inspirações criativas e imagéticas de sua canela que lhe parecia mais inchada pois sabe-se lá pois, sem dizer a respeito do quão prazeroso (e ela, a pessoa, volta e meia refletia sobre isso) era no papel e não no teclado emperrado do computador escrever, porque o primeiro é diálogo, vivo, de dois; o segundo, bem, o segundo não, não tanto), morria num tom esquizofrênico, não insensível porém, de sede em mostrar que cuidava das possíveis observações a serem feitas por alguém, o ninguém, que lesse.

Por fim, o que era para ser começo de sua arte, que sem espaço e respeito adoece e dá câncer ao ser, o que ficam são explicações. E ela (pessoa), está insatisfeita sabendo que poderia ter mais bem tratado suas subjetividades autorais e belas, e piamente promete que começará, na próxima vez, de uma vez!

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